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Os maiores recordes de leilão de 2025 e 2026: Klimt por 236 milhões de dólares, Pollock, Brancusi, Rothko e Miró

Do Retrato de Elisabeth Lederer de Klimt, 236,4 milhões de dólares em novembro de 2025, ao Number 7A de Pollock, 181,2 milhões em maio de 2026: os preços que elevaram o topo do mercado de arte moderna e do pós-guerra, e o que eles têm em comum.

Vinte minutos, seis licitantes, 236,4 milhões de dólares. Foi o que o Bildnis Elisabeth Lederer de Gustav Klimt alcançou na Sotheby's em Nova York em 18 de novembro de 2025, segundo a Al Jazeera. Nenhuma obra moderna tinha sido vendida tão cara em leilão. A referência anterior para uma pintura do século XX, a Marilyn de Andy Warhol, era de 195 milhões, de 2022.

Seis meses depois veio a resposta da Christie's. Em 18 de maio de 2026, em Nova York, a casa leiloou a coleção do editor S.I. Newhouse. Três recordes caíram em cerca de uma hora.

O lote principal era Number 7A, 1948, de Jackson Pollock. Martelo em 157 milhões de dólares, 181,2 milhões com comissões, depois de uns sete minutos de lances sobre uma estimativa de cerca de 100 milhões, segundo a Smithsonian Magazine. O recorde anterior de Pollock era de 61,16 milhões, pagos por Number 17, 1951 na Sotheby's Nova York em novembro de 2021 (HENI News). Quase o triplo numa só noite.

A Danaïde de Constantin Brancusi, um bronze de cerca de 1913, fez 107,6 milhões de dólares, recorde do escultor; o máximo anterior era de 71 milhões por La Jeune fille sophistiquée em 2018, de acordo com a Galerie Magazine. O Portrait de Madame K. (1924) de Joan Miró saiu por 53,5 milhões, mais de 13 milhões acima do recorde anterior. As 16 pinturas da coleção Newhouse somaram mais de 630 milhões.

Mais tarde no mesmo dia, em outro leilão da Christie's, No. 15 (Two Greens and Red Stripe) de Mark Rothko, de 1964, consignado pela colecionadora Agnes Gund, chegou a 98,4 milhões de dólares. Superou o recorde de Rothko, 86,88 milhões em 2012 com Orange, Red, Yellow. A HENI News lembra que Gund comprou a tela do próprio artista e que ela nunca tinha sido oferecida.

Repare na procedência. Lederer é um retrato de família com história documentada. Newhouse comprou Number 7A em 2000 por um valor não divulgado e ficou com ele um quarto de século. Gund manteve seu Rothko por décadas. Os compradores pagaram mais por obras que estavam havia muito tempo fora do mercado e traziam um nome famoso. Recorde se faz com escassez, não só com demanda.

E diz respeito a uma fatia mínima do mercado. Poucos lotes por ano passam de 50 milhões de dólares, quase sempre em leilões de uma única coleção preparados durante meses. Para quem tem ou procura um Miró, o número útil é menos os 53,5 milhões e mais a sequência regular de resultados intermediários logo abaixo.

O Unicorn Art Watch acompanha os preços de leilão desses artistas lote a lote. Miró também está entre os 30 mestres do Unicorn Art Club, em que os sócios comprometem capital em um único artista e o clube compra uma obra por meio de um veículo dedicado. O guia indicado nas fontes explica como funciona.

Investir envolve o risco de perder o capital.

Fontes

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