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Ethereum depois do Fusaka: o que as últimas atualizações e as redes de camada 2 significam para quem usa ETH

O Fusaka ampliou a capacidade de dados em dezembro de 2025, o Glamsterdam está em testes sem data na rede principal e as redes de camada 2 protegem cerca de 39 bilhões de dólares. Onde está o Ethereum em 27 de outubro de 2026.

O ether valia cerca de 2.348 dólares em 27 de outubro de 2026, segundo a CoinGecko, com valor de mercado de cerca de 287 bilhões de dólares e oferta de cerca de 122,2 milhões de ETH. O preço estava cerca de 21% abaixo do nível de cerca de 2.970 dólares de 1º de janeiro de 2026 e cerca de 53% abaixo do recorde de 4.946 dólares, marcado em 24 de agosto de 2025. Por trás do preço, a rede concluiu uma grande atualização no último ano e prepara a próxima.

Fusaka, a última atualização. O Fusaka entrou em funcionamento em 3 de dezembro de 2025, na época 411.392, segundo a Ethereum Foundation. A principal novidade, o PeerDAS (EIP-7594), permite que os nós verifiquem se os dados dos blobs estão disponíveis por amostragem de pequenas partes, em vez de baixar tudo. Assim a rede pode transportar mais blobs sem aumento equivalente da largura de banda de cada nó. Duas mudanças seguintes, chamadas forks só de parâmetros de blobs, elevaram depois a meta e o máximo de blobs por bloco: de 6 e 9 para 10 e 15 em 9 de dezembro de 2025, e para 14 e 21 em 7 de janeiro de 2026.

O Fusaka também elevou para 60 milhões o limite de gas padrão, ou seja, a quantidade de cálculo permitida em cada bloco. Fixou um teto de 16.777.216 de gas por transação e acrescentou suporte à curva de assinatura secp256r1, usada pelos chips de segurança de muitos celulares, o que facilita criar carteiras que assinam com uma chave de acesso (passkey).

Por que os blobs importam. As redes de camada 2, ou rollups, processam transações fora da cadeia principal e publicam no Ethereum dados comprimidos dentro de blobs. Mais espaço para blobs significa custos de dados menores para essas redes, e custos menores costumam significar transações mais baratas para os usuários.

Glamsterdam, a próxima atualização. O Glamsterdam inclui a separação entre propositor e construtor integrada ao protocolo (ePBS), que muda a forma como os blocos são construídos e propostos, e listas de acesso no nível do bloco, que ajudam os nós a processar transações em paralelo. Os desenvolvedores também planejavam elevar o limite de gas para 200 milhões, segundo o crypto.news. A atualização entrou em funcionamento na rede de testes Sepolia em 6 de outubro de 2026. Em 22 de outubro os desenvolvedores adiaram a ativação na rede de testes Hoodi, marcada para 26 de outubro, por dúvidas sobre o EIP-8037, uma mudança no custo de gas para criar novo estado que poderia afetar alguns contratos já publicados. Os pesquisadores identificaram 13. Foram discutidas datas em dezembro de 2026 para a rede principal, mas nenhuma foi confirmada.

As redes de camada 2. O L2BEAT, que acompanha os projetos de escalabilidade do Ethereum, estimava em cerca de 39,1 bilhões de dólares o valor total protegido por eles em 27 de outubro de 2026. A Base liderava com cerca de 15,2 bilhões, seguida da Arbitrum One com cerca de 9,8 bilhões e da OP Mainnet com cerca de 1,7 bilhão. As três têm classificação Stage 1 na escala de 0 a 2 do L2BEAT, que mede quanto uma rede depende de provas em funcionamento e não de um pequeno grupo de operadores.

A cadeia principal segue concentrando a atividade. Segundo a DefiLlama, o Ethereum tinha cerca de 46,4 bilhões de dólares travados em aplicações de finanças descentralizadas em 27 de outubro de 2026, muito mais do que qualquer outra cadeia: vinham depois o Bitcoin com 6,4 bilhões, a Base com 6,1 bilhões e a Solana com 5,7 bilhões. No Ethereum circulavam cerca de 72,1 bilhões de dólares em USDT e 44,0 bilhões em USDC. Os ETFs de ether à vista dos Estados Unidos somavam 14,07 bilhões de dólares em 26 de outubro, segundo dados da SoSoValue publicados pela TokenPost, e 31 entidades acompanhadas pelo BitcoinTreasuries.NET detinham cerca de 7,92 milhões de ETH, cerca de 6,5% da oferta.

O que isso significa para quem usa ETH. Primeiro, as atualizações acontecem no protocolo: quem tem ETH não precisa fazer nada, e qualquer mensagem que peça para atualizar ou trocar tokens por causa de um fork deve ser tratada como golpe. Segundo, o ETH numa camada 2 é o mesmo ativo levado para outra rede, então as transferências precisam usar a rede certa, e as corretoras informam quais aceitam. Terceiro, mais espaço para blobs e limites de gas maiores buscam custos menores, mas as taxas ainda sobem quando a demanda dispara.

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Este artigo é informação geral e não uma recomendação personalizada. Investir envolve o risco de perder o capital.

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